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Quanto custa meu produto? – Primeiros conceitos

Quanto custa meu produto? – Primeiros conceitos

Uma grande dúvida em muitos pequenos empresários é como calcular quanto custa o produto ou mercadoria que ele produz ou comercializa. Se falamos de mercadorias – quando o empresário é um lojista e não um fabricante - é mais fácil, apesar de ainda surgirem pequenas dúvidas. Quando tratamos da fabricação do produto as dúvidas ficam maiores e em maior número. Grandes indústrias tem profissionais e métodos apurados de medição dos custos, algo que nem sempre é financeiramente disponível e viável para uma pequena fábrica ou beneficiadora. A ideia central desse pequeno texto é dar as diretrizes básicas para o empresário e/ou gestor começar a pensar no cálculo de custos.

Em primeiro plano temos que definir o conceito. É comum em nosso dia-a-dia nos referirmos como “custo” aos pagamentos feitos a fornecedores, salários de todos os profissionais da empresa, perdas de material, etc. Porém, para que tenhamos condições de calcular o valor de custo de nosso produto devemos entender como custo somente os valores que estiverem relacionados com a produção. Dessa forma o salário de um profissional que produz efetivamente o produto é considerado custo, mas o da recepcionista da empresa é considerado como despesa. Despesas são os gastos necessários para funcionamento normal da empresa: administração, vigilância, cobrança, entre outros. Relendo a última frase nos deparamos com mais um conceito a ser entendido: gasto. Gasto é o conceito mais abrangente quando queremos nos referir a utilização de recursos da empresa. Gasto é toda utilização de recursos destinada para se obter bens ou serviços. Vamos nos ater aos custos, que são o tema deste texto.

Agora que já temos consciência de que custo é somente o gasto que é diretamente relacionado a fabricação do produto vamos dividir os custos em fixos e variáveis. Custos fixos são aqueles que não dependem da produção para acontecer. O aluguel de um galpão onde ficam as máquinas de produção, por exemplo, é cobrado independente de que se produza uma unidade ou cem mil unidades do produto. Já a matéria prima é consumida conforme a produção acontece, o que faz com que ela seja considerada custo variável.

Repetindo:

Custo fixo é o custo que ocorre de qualquer maneira, haja produção ou não. Exemplo: aluguel da fábrica.

Custo variável é o custo que só ocorre quando há produção, e ele ocorre em função dela. Exemplo: matéria-prima, embalagens.

Agora que já dividimos os custos em fixos e variáveis vamos pegar os custos variáveis e dividi-los em mais duas classes: Custos diretos e custos indiretos.

Os custos variáveis diretos são simples de serem identificados e mensurados. São todos os valores dos insumos utilizados diretamente no produto. A matéria prima é o exemplo mais básico de custos diretos.

Já os custos variáveis indiretos podem ser simples também de identificação, mas são mais complexos de relacionar com cada unidade produzida. Exemplo disso seria o lubrificante utilizado nas máquinas.

Para saber o custo de seu produto o administrador da empresa deve reconhecer primeiramente todos os custos variáveis de cada item fabricado. Quanto se utiliza de matérias-primas, quanto tempo demora a produção de cada unidade, quantos e quais profissionais estão envolvidos, perdas normais da produção, etc. A isso devemos somar os custos indiretos de fabricação encontrando uma forma coerente de distribuí-los a cada unidade.

Na prática é simples, mas é muito importante ter um profissional que domine a sistemática de custos para obter resultados que realmente reflitam a realidade.

Tem dúvidas sobre como calcular os custos do seu produto ? Clique aqui a faça um contato sem compromisso. Teremos prazer em conhecer você e a sua empresa.